O mar sempre me inspira, em vários sentidos, mas com relação ao amor, suas ondas sempre me fazem pensar na inconstância dos corações (principalmente masculinos, talvez? Não sei). Quem me lê nesse poema, pode até achar que eu tive muitos amores, que muito naveguei ou navego... Qual! Sou a mais comportada marinheira sentada no porto, vendo os barcos a uma distância segura, afundando-me tão somente na minha própria imaginação... Escrever tem sido minha maneira de viver o amor...
Navegar
(Daniela Maria Ioppi, 2008)
Se amares a navegar em sonhos,
Não aportes na realidade, no cotidiano.
Abre um oceano de loucuras,
Mergulha nas alturas
Não traces plano
Porque há ventos
E calmarias...
Navega, no entanto,
Pois há mar até o infinito...
Requer de ti ousadia,
Porém não te aprofundes!
Ou vais, certamente
....naufragar...
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