terça-feira, 20 de outubro de 2015

Winds

(Daniela Ioppi)

The wind blows strongly
And comes against me,
But I must carry on!
Or should I be carried on
By the wind?

You say I must keep the control,
But do I know where to go?
The wind may give me
The right direction.
If I’m lost, why not taking a ride?

Stop, you say, just stop...
And listen to the gentle sight
That comes from the wind inside
Your heart...
(Take a breath)
It will surely guide you
In the right path...

Ventos

O vento sopra forte
Contra mim.
Mas devo seguir em frente!
Ou será que devo seguir
com o vento?

Você diz: "Mantenha o controle"
Mas se não sei para onde ir,
Talvez o vento me direcione.
Se estou perdido,
Porque não pegar carona?

“Pare...”, diz você.
“E escute o vento que sopra
de dentro do coração...
(Respire)
Ele há de mostrar
A melhor direção...

domingo, 18 de outubro de 2015

Descoberta

(By Daniela Ioppi)

Oh, Mar, de suaves ondas,
Vou içar minhas velas,
Descobrir as terras
Que de mim escondes!

Oh, Mar, de suaves vagas,
Já sei teus segredos
E não tenho medo
Das ilhas distantes.

Oh, Mar, de fluidos montes,
Já icei minhas velas
Vou pintar minhas telas
De cores rosadas,
Do tom da alvorada
De um novo horizonte.

Suaves Ondas


(By Daniela Ioppi)

Oh, Mar, de suaves ondas,
Inundais-me a alma
E de mim
Fugis!

Quem diz
Que vos não
Adoro? Se de vós,
Imploro! Quero compartir?

Oh, Mar, de vós não me escondo...
Sabeis meus segredos,
Revelai meus
Medos,
Fazei-me
Sorrir...

... Dormir...
Em tuas doces vagas,
Navegar na calma, afundar
As mágoas e, no abraço
D’água, sentir-me
Feliz...

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

A Flor e o Mar (Daniela Maria Ioppi, 2004)*

No alto de um Rochedo
firme e forte,
nasceu um dia a Flor,
solitária.

Ao pé do Rochedo,
sonhador,
havia o Mar,
pleno de vida.

O Mar olhou a Flor,
apaixonado,
deixando a planta assim...
envaidecida.

Toda noite, sua onda solidária,
lançava o Mar
sobre o Rochedo,
enlouquecido...

...de amor. E tanto a água
bateu na pedra dura,
que a fendeu,
e a Flor tremeu
e sentiu medo.

Então o Mar recuou,
com muito tato.
machucar a sua Flor
ele não quis.

E a Flor, acostumada,
ao amor d’Ele,
de fato chorou
só, na amargura.

E decidiu, num roupante
de loucura,
arrancar sua raiz
tão machucada,

lançando ao Mar,
sua alma colorida,
sorriu triste,
e nas ondas se afogou,
enternecida.

*Estes são tempos idos, faz falta sentir o coração tremer, de vez em quando.

domingo, 27 de setembro de 2015

O mar sempre me inspira, em vários sentidos, mas com relação ao amor, suas ondas sempre me fazem pensar na inconstância dos corações (principalmente masculinos, talvez? Não sei). Quem me lê nesse poema, pode até achar que eu tive muitos amores, que muito naveguei ou navego... Qual! Sou a mais comportada marinheira sentada no porto, vendo os barcos a uma distância segura, afundando-me tão somente na minha própria imaginação... Escrever tem sido minha maneira de viver o amor... 

Navegar

(Daniela Maria Ioppi, 2008)

Se amares a navegar em sonhos,
Não aportes na realidade, no cotidiano.
Abre um oceano de loucuras,
Mergulha nas alturas
Não traces plano
Porque há ventos
E calmarias...
Navega, no entanto,
Pois há mar até o infinito...
Requer de ti ousadia,
Porém não te aprofundes!
Ou vais, certamente
 ....naufragar...

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Ao mar, ao mar *

                                                                    (Daniela Maria Ioppi, 2005)  
         
Antônio é jovem, faceiro
Antônio só quer amar,
Antônio quer ser marinheiro.
Traiçoeiro, oh, é o mar.

Antônio lança ligeiro,
Sua nau a navegar,
Atravessa o nevoeiro,
Se põe logo a sonhar.

“Gira, gira, ó timoneiro,
Que a onda te quer tragar,
Bate com força o madeiro,
P´ro fundo quer te levar.

Antônio, jovem matreiro,
Será que sabes nadar?
Até um grande veleiro
Pode na água afundar.”

Quem é velho marinheiro,
Cuida p’ra não se afogar,
Não se entrega por inteiro.
Traiçoeiro, oh, é amar.

* Um de meus primeiros poemas, há mais de uma década, inspirado por um habitante da Ilha da Madeira que, do outro lado do oceano, me fazia juras de amor, sonhando em ser Capitão enquanto navegava pela internet. Seu barco nunca aportou por aqui. Por onde andará? Penso que, ao aconselhar esse jovem marinheiro, era ao meu coração que eu tentava avisar... Naufraguei, muitas vezes. Sobrevivi. Desfraldo minhas velas, mais uma vez, lanço-te-me ao mar, poesia! Somente os versos são meu porto seguro.